Ômicron: maioria dos casos na África do Sul é de pessoas não vacinadas

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A nova variante do coronavírus parece ser mais transmissível do que as cepas anteriores, embora a maioria dos casos tenha sido leve até agora, de acordo com cientistas que aconselham o governo sul-africano.

Na África do Sul, onde a ômicron foi detectada pela primeira vez, autoridades disseram que a maioria das pessoas agora internadas não havia sido vacinada, e evidências sugerem que os problemas apresentados são semelhantes aos anteriores.

Em reunião na segunda-feira, especialistas em saúde disseram que as vacinas existentes provavelmente ainda oferecem boa proteção contra efeitos graves.

A nova variante gerou uma corrida global para entender a rapidez com que a cepa pode se espalhar e como os imunizantes no mercado irão responder.

Casos da variante ômicron foram identificados em vários países, como Canadá, Reino Unido e Austrália, e vários governos impuseram restrições para viagens com origem na África do Sul e em diversos países vizinhos.

Novos casos diários na África do Sul podem aumentar para 10 mil até o final da semana em relação a menos de 3 mil no sábado, segundo Salim Abdul Karim, epidemiologista clínico de doenças infecciosas.

Dados do departamento de Saúde mostram que a ômicron agora é a cepa dominante. Embora o aumento do número de casos deva pressionar hospitais, não há necessidade de pânico, disse.

“Sabemos como avaliar isso e ajustar nossas estratégias de acordo”, disse Karim durante reunião online na segunda-feira. “Os tratamentos atuais ainda são eficazes.”

Unben Pillay, um médico da África do Sul, disse que os casos são “muito leves”, mas enfatizou que os dados são preliminares.

“Vimos pacientes apresentarem sintomas semelhantes aos da gripe: tosse seca, febre, suores noturnos e dores gerais no corpo”, disse. “Acho que isso está de acordo com todas as outras ondas de Covid que vimos.”

Por enquanto, o governo evitou impor medidas mais rigorosas para frear a transmissão da variante, mas diz que vai reavaliar a política na semana que vem. O governo também criticou as restrições às viagens e destacou que não há evidências científicas de que funcionem.

“Estamos em contato com líderes de vários países, especialmente aqueles que instituíram proibições de viagens, para convencê-los de que isso é muito desnecessário”, disse o ministro da Saúde, Joe Phaala. “Estamos contentes por sermos apoiados pela Organização Mundial da Saúde para dizer isso.”

Nicholas Crisp, diretor-geral interino do departamento de Saúde, disse que laboratórios notificaram o governo sobre a nova variante em 24 de novembro, e o anúncio foi feito no dia seguinte. É altamente especulativo tentar identificar como e onde a cepa se originou, afirmou.

 

(Bloomberg)

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Publicado por:

Erika Santos

Erika Santos