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As ações da Mater Dei (MATD3) abriram em queda em sua estreia na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) nesta sexta-feira (16). Por volta das 10h50, os papéis da rede de hospitais recuavam 4,76%, para R$ 16,61, após terem sido precificados 20% abaixo do piso da faixa indicativa.

Em um momento conturbado para as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), a Mater Dei teve de estipular o preço por ação a R$ 17,44, enquanto gostaria que ficasse entre R$ 21,80 e R$ 26,20. A companhia movimentou R$ 1,4 bilhão com a oferta.

Do total, a tranche primária ficou na ordem de R$ 1,2 bilhão, a qual efetivamente entrará no caixa da empresa mineira, enquanto o restante foi para o bolso de antigos acionistas que se desfizeram de participações no capital social da empresa.

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Mesmo com o preço vindo aquém do esperado, a companhia emitiu o número de ações que havia proposto inicialmente: foram 68,1 milhões de novos papéis. A Mater Dei fará parte do Novo Mercado da B3, mais alto nível de governança corporativa da Bolsa brasileira.

Segundo o prospecto arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os recursos da oferta primária serão destinados para:

  • Aquisições nos segmentos de serviços de saúde em praças estratégicas no Brasil;
  • Startups e healthtechs que possam agregar valor à operação da companhia;
  • Custear a construção de novos hospitais em novos projetos (greenfield).

 

Histórico da Mater Dei

A companhia se coloca como um ecossistema integrado na prestação de serviços hospitalares e oncológicos. Ela detém a maior rede hospitalar de Minas em número de leitos privados, com 18% do total de leitos privados na região metropolitana de Belo Horizonte.

Até o ano passado, a companhia possuía 1.081 leitos hospitalares distribuídos em suas três unidades, dos quais 541 são leitos operacionais, 540 leitos já construídos porém não operacionais.

No acumulado de 2020, a Mater Dei teve um lucro líquido de R$ 72,6 milhões, ante R$ 138,1 milhões em 2019. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu de R$ 257,8 milhões para R$ 155,2 milhões, na mesma base de comparação.

 

Fonte: Suno

 

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