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Após a Klabin (KLBN11) divulgar seu balanço do primeiro trimestre de 2021, a XP Investimentos e a Ativa mantiveram suas recomendações de compra para as ações unitárias da companhia, apesar de os números operacionais terem ficado abaixo do esperado.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da Klabin, de R$ 1,25 bilhão, ficou 9% abaixo do consenso do mercado e 11% abaixo da estimativa da XP Investimentos, apesar de ter crescido nas bases trimestral (13%) e anual (22%).

A Ativa Investimentos foi no mesmo sentido, afirmando que o Ebitda, por conta de uma parada programada e dos maiores custos, acabou por motivar uma leitura mais neutra do resultado.

Segundo os analistas Yuri Pereira e Thales Carmo, da XP, os destaques positivos do balanço foram os volumes de papéis vendidos – de 536 mil toneladas, superando o consenso da corretora em 1%, em parte por conta da aquisição da International Paper – e os preços realizados da celulose, que avançaram 21% no trimestre.

Para a Ativa, os reajustes de preços em todas as linhas do negócio e a desvalorização do Real foram positivos. Além disso, a casa aponta também para as mudanças em Puma II, com a segunda máquina da planta passando a atender o segmento de papel cartão e não mais o de kraftliner.

Esses bons desempenhos, no entanto, não foram suficientes para aplacar totalmente a alta do preço da celulose, que avançou 4% acima da estimativa da XP.

 

XP mantém recomendação de compra da Klabin de olho no futuro

“Olhando para frente, acreditamos que os preços realizados serão melhores, conforme o repasse de preços aconteça, após alta dos insumos”, afirmam os analistas da XP falando sobre os custos do segmento de papel.

Quanto à celulose, tanto a XP quanto a Ativa pontuam que o custo da caixa da commodity foi acima do esperado, por conta dos maiores gastos com produtos químicos e com combustíveis, devido a desvalorização do Real, e também pela maior adição do papel ondulado no mix, após a aquisição da International Paper.

Apesar disso, Pereira e Carmo, da XP, afirmam manterem suas visões positivas para os preços do produto, de olho na forte demanda da China. A Ativa vai no mesmo caminho, afirmando que a companhia deve continuar a repassar os custos aos preços em todos os segmentos de atuação no futuro.

A alavancagem alta da Klabin, com o múltiplo, resultado da relação entre dívida líquida e Ebitda (DL/Ebitda), em 4, continua sendo uma preocupação, mas parece, para os analistas, ser razoável por conta dos projetos de expansão em andamento. A Ativa pontua que a empresa vem conseguindo aumentar o prazo médio do seu endividamento, que chegou a 128 meses, ante 116 no fim de 2020.

A XP e a Ativa, além de manter as recomendações em compra, fixaram o preços-alvo em, respectivamente, R$ 32 e R$ 36. As ações unitárias da Klabin caem 0,61% às 13h30, negociadas a R$ 27,85.

 

Fonte: Suno Notícias

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