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A Fundação Getulio Vargas (FGV) estuda um novo indicador em substituição ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) na base de cálculo dos contratos de aluguel no Brasil, segundo Paulo Picchetti, economista e professor da instituição, nesta segunda (05/04). 

Com o Covid-19 e a desvalorização cambial, o IGP-M subiu e já acumula 31,12% em 12 meses concluídos em março. 

A expectativa é que, no mínimo, o índice volte a fechar na marca de 23% apurada em 2020. 

“A FGV está estudando isso. Estamos em fase preliminar de estudos para encontrar parceiros e metodologia para um novo índice de aluguéis. No entanto, do ponto de vista legal, não será um índice para ser adotado com força de lei do reajuste”, explica Paulo Picchetti, lembrando ainda que o IGP-M “nunca” foi criado para corrigir contratos de aluguel. 

Ele lembra que este dado passou a ser utilizado como parâmetro em contratos de aluguel nas décadas de 80 e 90, quando o País tinha a inflação elevadíssima. “Foi uma coisa do mercado. Foi adotado na época da hiperinflação pois era o índice que protegia os contratos contra o câmbio. Na época, os ativos mais seguros eram em moeda estrangeira e imóveis”, diz. Segundo Paulo, professor e também coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da FGV, ainda não há uma data estipulada para a criação do indicador. 

E acrescenta: “É um desafio grande encontrar um valor confiável de transação para ter um índice baseado nisso. Envolve uma série de questões que vão além das legais, tem fatores de confidencialidade, de logística…Não temos previsão de data, isso não está sob nosso controle, depende dos parceiros”. 

 

Fonte: Fundação Getulio Vargas (FGV)

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